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terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Alckmin anuncia medidas para conter enchentes no Estado

Governador Alckmin e prefeito Kassab concedem
 coletiva após a reunião, na sede do DAEE, no centro da capital
Foto: Cris Castello Branco
Estratégia foi definida em reunião com autoridades estaduais e municipais na sede do DAEE

O governador Geraldo Alckmin anunciou na tarde desta terça-feira, 11, uma série de medidas para a contenção das enchentes em todo o Estado. Participaram da reunião o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, e a vice-prefeita, Alda Marco Antônio, além de secretários estaduais, municipais e dirigentes de órgãos públicos.

Ao final da reunião, realizada na sede do Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE), foram estabelecidas uma série de providências que serão tomadas imediatamente, com prioridade para a remoção de 4,1 milhões de m³ de resíduos do Rio Tietê e 1,5 milhão de m³ de detritos das águas do Rio Pinheiros, além de liberação de verbas para conclusão da primeira etapa do Parque Várzeas do Tietê e cessão de equipamentos e pessoal do DAEE e da Sabesp para auxiliar na limpeza de bueiros, lavagem das vias e retirada de entulho, e equipes da Defesa Civil para auxiliar no socorro às vítimas e busca por desaparecidos.

"Nós estamos autorizando tudo: o que faríamos em dois anos, nós vamos fazer até o fim do ano. Serão 2,1 milhões de metros cúbicos de material assoreado que vai ser retirado do Rio Tietê e 1,5 milhão de metros cúbicos do Rio Pinheiros. Dá 3,6 milhões. E mais 580 mil metros cúbicos da barragem da Penha para o Córrego Três Pontes, no Parque Ecológico do Tietê", declarou Alckmin.

A retirada de resíduos será feita da seguinte forma: 2,1 milhões de m³ das águas do Rio Tietê entre a barragem Penha e a barragem Edgar de Souza -outros 580 mil m³ sairão do trecho acima da barragem da Penha; e 1,5 milhão de m³ das águas do Rio Pinheiros. Em 2010, já foram retirados quase 1 milhão de m³.

Piscinão Jaboticabal

"Nós temos hoje, em obra, um piscinão, que é o Piscinão Olaria, em São Paulo, na bacia do Pirajussara, ao lado de Taboão da Serra, e autorizamos licitar mais um piscinão, em São Paulo divisa com São Caetano, com (capacidade de) reservar 900 mil m³ de água", anunciou o governador. O Piscinão Jaboticabal, a ser construído, terá investimentos de R$ 75 milhões e será o maior do Estado. A licitação deve acontecer em fevereiro e as obras devem durar 36 meses. "E em Guarulhos, na divisa São Paulo-Guarulhos, praticamente do lado do Tietê, um grande sistema de canais que vai ser todo ele desassoreado e trabalhado", acrescentou Alckmin.

A Empresa Metropolitana de Águas e Energia (EMAE), por meio do Governo do Estado, vai investir R$ 190 milhões na instalação de mais três bombas para aumentar a vazão no Rio Pinheiros. Duas delas serão instaladas na Usina de Traição e uma terceira em Pedreira. A obra deve ser concluída até 2013.

Prefeitura

Cinco máquinas escavadeiras do DAEE foram cedidas à Prefeitura de São Paulo para auxiliar no trabalho de limpeza de vias e retiradas de entulho dos locais castigados pelas chuvas.

Também a Sabesp firmará contrato com a Prefeitura, em caráter emergencial, para auxiliar na limpeza de bueiros. Atualmente já há 32 caminhões em circulação; e mais 10 entrarão em operação imediatamente. Outros 40 serão adicionados em até 72 horas, totalizando um adicional de 50 novos caminhões limpa bueiro, especialmente para a limpeza das regiões das bacias do Tietê, Pinheiros, Aricanduva e Pirajuçara.

Ainda serão instaladas tendas prestando informações de ações de higiene e limpeza nas áreas mais afetadas, inclusive com a distribuição de cloro. As ações do Programa Córrego Limpo ainda serão aceleradas no que diz respeito à despoluição, reurbanização e reflorestamento dos entornos dos 100 córregos da capital.

Infraestrutura

"No Pinheiros, autorizamos a EMAE, a instalar mais três bombas no Rio Pinheiros. Duas na elevatória de Traição e uma na elevatória de Pedreira. E com isso nós vamos aumentar em quase 60% a capacidade de bombeamento do Pinheiros para a Billings", disse Alckmin. A Empresa Metropolitana de Águas e Energia (EMAE), por meio do Governo do Estado, está investindo R$ 190 milhões na instalação equipamentos. A obra deve ser concluída até 2013.

No Rio Tietê, será construído um dique na altura da Ponte Aricanduva, visando conter o excesso de água em ocasiões de chuva. O projeto executivo está em fase de conclusão pelo DAEE. A licitação acontecerá em abril e as obras começarão em agosto. Serão investidos R$ 16 milhões no projeto.

Várzeas

O BID acaba de aprovar o financiamento de R$ 400 milhões para a primeira fase do Parque Linear Várzeas do Tietê, que vai da Barragem da Penha até Salesópolis. O Governo do Estado apenas aguarda aprovação do Senado para obter o recurso. Este é o mais importante projeto de recuperação de margens e várzeas do Rio Tietê. Além disso, também serão liberados R$ 8 milhões para a canalização do Córrego Três Pontes, em Itaquaquecetuba.

Defesa Civil

O secretário-chefe da Casa Militar e coordenador estadual da Defesa Civil, cel. PM Admir Gervásio Moreira, determinou o envio imediato de equipes técnicas aos municípios paulistas atingidos pelas fortes chuvas dos últimos dias. A medida tem como objetivo avaliar os danos humanos e materiais nas áreas afetadas e, a partir dessa avaliação, mobilizar os recursos necessários para o restabelecimento da normalidade nas áreas afetadas.

As equipes são formadas por oficiais da coordenadoria estadual de Defesa Civil e técnicos do Instituto Geológico (IG), órgão vinculado à Secretaria Estadual de Meio Ambiente.

Sistema de alerta contra Enchentes

Além do sistema de alerta implantado no final de 2010, que prevê grandes volumes de chuvas e possibilidade de inundações com aproximadamente 2 horas de antecedência, um novo radar meteorológico deverá ser adquirido. Embora o atual esteja funcionando em condições satisfatórias, a substituição por um mais moderno é necessária em função das atualizações tecnológicas e fornecerá melhores informações e avaliação, em maior nível de detalhe, das localizações e intensidades exatas de chuvas e enchentes. Os investimentos previstos são de R$ 7 milhões e a expectativa é que o novo equipamento comece a operar em um ano.

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