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quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

São Paulo ganha a primeira representante com deficiência no Congresso Nacional

Mara Gabrilli, primeira deputada tetraplégica do Brasil, tomou posse nesta manhã de terça-feira. A partir de hoje a cadeirante e mais dois deputados com deficiência passarão a utilizar as adaptações feitas na Casa



Na manhã de 1 DE FEVEREIRO, Mara Gabrilli (PSDB) completou o quadro dos 513 deputados federais que cumprirão o mandato de 2011-2015. A tucana, eleita com 160.138 votos, é uma das 45 mulheres a compor o quadro feminino da Câmara Federal. Além dela, Rosinha da Adefal (PTdoB-AL) e Walter Costa (PMN-MG) são os outros dois deputados cadeirantes eleitos em outubro do ano passado.

Esta não é a primeira vez que Mara Gabrilli estréia em um espaço político. Em 2005, a tucana foi a primeira Secretária da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida do Brasil, pasta inédita criada por José Serra e hoje ampliada para outras cidades do País. Na disputa ao congresso nacional a cadeirante também foi uma das mais votadas – ficou em segundo lugar entre as candidatas do Estado de São Paulo.
Antes mesmo de assumir o mandato como deputada, Mara já vinha lutando por mudanças na Câmara Federal. Desde sua eleição, a tucana vem cobrando da Casa o cumprimento das obras de acessibilidade, como por exemplo, a da reforma na tribuna – púlpito em que os representantes discursam no plenário. Dentre as adaptações a serem feitas, uma plataforma elevatória levará os deputados cadeirantes por cima dos cinco degraus que dão acesso ao local.

“Acredito que a minha cadeira em Brasília vai despertar muitas pessoas com deficiência a buscar por seus direitos, além de trazer mais representantes nossos para a política. Além de criar acessos, vamos gerar oportunidades”, diz Mara, que utilizará nas votações da Casa um sistema que reconhece o movimento facial.

A reforma na Câmara Federal também prevê a adaptação na mesa diretora, local onde sentam o presidente e os demais dirigentes da Casa durante as sessões. Segundo Mara, essas obras serão realizadas em julho, período de recesso parlamentar do meio do ano.

Dedicada a levar suas leis e projetos para âmbito nacional, a cadeirante diz estar confiante e preparada para enfrentar os obstáculos na Câmara Federal. Ela aposta em suas propostas nas áreas da saúde e educação para ampliar sua política de inclusão em todo o Brasil.

Segundo o último Censo, só no Estado de São Paulo existem 4 milhões de pessoas com deficiência. Contudo, a representatividade do grupo na política ainda é baixa. Uma pesquisa realizada pelo Instituto Mara Gabrilli apontou que apenas 1,3% do parlamento municipal paulista é composto por políticos com deficiência - destes apenas 7 são mulheres.

“Em São Paulo tive de brigar para que não só eu, mas todos os munícipes com deficiência pudessem transitar pelo Palácio Anchieta com respeito. Agora mudamos de Casa, mas a luta continua”, afirma.

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