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domingo, 15 de abril de 2012

Exame que grava movimentos oculares diagnostica labirintopatias



Vídeonistagmografia é capaz de localizar a lesão vestibular e apontar as causas dos distúrbios que atingem o labirinto.
A vertigem é considerada um dos principais sintomas dos distúrbios que atingem o labirinto, também denominados labirintopatias ou doenças do labirinto. Estes distúrbios prejudicam a audição e o equilíbrio corporal. “O labirinto fica localizado no ouvido interno e é esculpido no osso temporal, um dos ossos que formam o crânio”, explica a médica Rita de Cássia Cassou Guimarães, especialista em otorrinolaringologia e otoneurologia e responsável pelo Setor de Otoneurologia da Unidade Funcional de Otorrinolaringologia do Hospital de Clínicas da UFPR.
Segundo Rita, a vertigem é caracterizada como um tipo de tontura rotatória. O sintoma atinge 33% das pessoas em algum momento da vida e o problema se agrava na terceira idade – o percentual de pessoas com mais de 65 anos com vertigem ultrapassa os 60%. “A vertigem está ligada a perturbação do equilíbrio do corpo e afeta principalmente as mulheres e os idosos. No início a tontura rotatória não é levada a sério, mas mesmo sendo uma sensação momentânea é um sinal de que há a presença de uma doença crônica”, esclarece a otorrinolaringologista.
As labirintopatias podem ser agudas ou crônicas e em casos avançados comprometem a qualidade de vida do doente. Com medo de sofrer alguma crise ou insegurança por causa do problema, o paciente acaba se isolando e evita sair de casa, praticar atividades físicas e manter o contato com outras pessoas. “O suporte da família é essencial neste momento e tão importante quanto este apoio é o diagnóstico correto e o tratamento adequado da doença”, observa Rita, mestre em clínica cirúrgica pela Universidade Federal do Paraná (UFPR).
As quedas frequentes são outra queixa dos pacientes com labirintopatias, especialmente entre os idosos. A vertigem é a grande culpada nestes casos, pois os distúrbios vestibulares dificultam o controle postural, provocando instabilidade e desequilíbrio. “Na terceira idade as quedas são mais preocupantes, pois podem causar ferimentos mais graves, incluindo a fratura de ossos. Com receio de cair, muitos idosos acabam ficando sedentários pela ausência de movimentos, implicando no surgimento de outros males, como o excesso de peso”, destaca.
O ideal é procurar ajuda médica assim que os sintomas surgirem. Além da vertigem, zumbido, náuseas, vômitos, instabilidade e problemas auditivos fazem parte dos sintomas que afetam quem sofre com as doenças do labirinto. “A tontura pode ser o indício de outras doenças, mas em 85% dos casos o diagnóstico é de algum tipo de labirintopatia. Entre as causas estão infecções, tumores, envelhecimento, doenças metabólicas, distúrbios vasculares, alergias e deficiências nutricionais, principalmente a ausência de ferro e zinco no organismo”, enfatiza.
Para identificar o problema, o especialista leva em consideração o histórico clínico do paciente e analisa a duração, intensidade e frequência das vertigens. A avaliação otoneurológica e exames físicos complementam o diagnóstico. “É realizada uma investigação rigorosa para saber de maneira exata o que está provocando os sintomas. Mais do que isso, o médico busca verificar o que levou o paciente a esta condição. O paciente é avaliado ainda por meio de exames de imagem como tomografia computadorizada e  ressonância magnética e exames funcionais como a vídeonistagmografia”, detalha.
A vídeonistagmografia é um sistema de análise computadorizada utilizado para avaliar os distúrbios do equilíbrio corporal. Os movimentos oculares são examinados e registrados em vídeo, permitindo a localização da lesão vestibular e o diagnóstico da causa. “A vídeonistagmografia permite uma análise mais rápida e assertiva, já que os cálculos são feitos automaticamente. No Paraná existe apenas um aparelho com este sistema, considerado de extrema importância em casos de distúrbios do equilíbrio”, acrescenta Rita, coordenadora do Grupo de Informação a Pessoas com Zumbido de Curitiba (GIPZ Curitiba).
Dra. Rita de Cássia Cassou Guimarães (CRM 9009)
Otorrinolaringologista, otoneurologista, mestre em clínica cirúrgica pela UFPR
Blog: http://canaldoouvido.blogspot.com
Email: ritaguimaraescwb@gmail.com
Telefone:              41-3225-1665        
Endereço: Rua João Manoel, 304 Térreo, Bairro São Francisco, Curitiba PR.



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