PROGRAMA BALADA DA FADA

terça-feira, 22 de março de 2016

Dia Mundial do Rim movimenta Brasília, com o apoio do CFM e da SBN

Em 10/03, se comemora o Dia Mundial do Rim. As atividades alusivas à data, que este ano abordam o tema “A prevenção da doença renal começa na infância”, são coordenadas pela Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN), com apoio institucional do Conselho Federal de Medicina (CFM). O objetivo das entidades envolvidas no Brasil e no mundo é aproveitar a data para conscientizar a população sobre a importância dos rins para a saúde.

No dia 9 de março, como parte da campanha comemorativa, a SBN, a Associação Brasileira dos Centros de Diálise e Transplante (ABCDT) e a Federação Nacional das Associações de Pacientes Renais e Transplantados do Brasil (Fenapar), promovem uma ação de conscientização no Congresso Nacional.

Neste dia, das 9h às 17h, enfermeiros e nutricionistas estarão à disposição da população para orientá-la sobre a prevenção da saúde dos rins, aferindo a pressão arterial, medindo a circunferência abdominal e alertando sobre risco cardiovascular. A atividade recebe suporte dos deputados federais Roberto Sales (PRB-RJ) e Vinicius Carvalho (PRB-SP).

No dia 10, no Senado Federal, o senador Eduardo Amorim (PSC-SE) promove uma sessão especial para comemorar a data. Ele tem denunciado à sociedade brasileira os graves problemas enfrentados pelas clínicas de diálise e pelos pacientes.

Segundo a Sociedade Internacional de Nefrologia (ISN) e a Federação Internacional de Fundações Renais (IFKF), a doença renal afeta milhões de pessoas em todo o mundo. “Crianças podem estar em risco, por isso uma detecção precoce é fundamental”, alertam. Em diversos países, estão previstas uma série de atividades que podem ser conferidas em: www.worldkidneyday.org

Contexto – O Dia Mundial do Rim também serve para conscientização sobre a grave crise financeira enfrentada pela nefrologia no Brasil. Parlamentares e instituições brasileiras – incluindo o CFM, que mantém uma Câmara Técnica específica para cuidar dessas questões – têm alertado o poder público sobre a rápida deterioração das condições de atendimento na área.

Em fevereiro, ABCDT, SBN e Fenapar, se reuniram em audiência com o ministro da Saúde, Marcelo Castro, e com os titulares da Secretaria de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde, Alberto Beltrame, e da Coordenação-Geral de Média e Alta Complexidade, Maria Inez Pordeus Gadelha, além da senadora Ana Amélia (PP-RS), para fazer este alerta.

Segundo a SBN, apesar de o ministro reconhecer que o valor pago pelo Sistema Único de Saúde (SUS) pela sessão de hemodiálise está muito defasado, foi enfático em afirmar que o Ministério não possui recursos para qualquer tipo de reajuste. Os senadores Eduardo Amorim (PSC-SE) e Ana Amélia (PP-RS) insistiram na necessidade de uma correção emergencial para amenizar a grave crise enfrentada pelas clínicas de diálise prestadoras de serviço ao SUS. Castro se comprometeu a conversar com a presidente da República, Dilma Rousseff, para tentar conseguir recursos.

A Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN) aponta que muitas unidades de diálise têm fechado ou solicitado o descredenciamento do Sistema Único de Saúde (SUS), aumentando ainda mais o número de pacientes hospitalizados aguardando vaga de diálise, principalmente nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Soma-se a isso a inadimplência das clínicas de diálise com as empresas fornecedoras de insumos que, devido à falta de pagamento, têm se recusado a fornecer os materiais necessários para a realização das sessões de hemodiálise.

“Segundo o último Censo da SBN, houve um aumento de 34% no número de clínicas com um crescimento importante do número de pacientes/clínica. Apenas 7% dos municípios brasileiros têm serviços de Terapia Renal Substitutiva (TRS)”, ressalta Carmen Tzanno, presidente da Sociedade.

Outro grave problema é que a diálise peritoneal está em risco, pois devido ao represamento dos preços das soluções, praticado pelo Ministério da Saúde por mais de 13 anos, as empresas fornecedoras limitaram o acesso de novos pacientes ao tratamento. Devido ao verdadeiro “apagão” da Terapia Renal Substitutiva (TRS), foi solicitado, pela SBN, em caráter emergencial, a equiparação do valor da sessão de hemodiálise dos pacientes soronegativos (R$ 179,03) para o mesmo valor pago às sessões de hemodiálise para pacientes soropositivos para hepatite B e C e HIV (R$ 265,41), com a adoção do uso único de filtros capilares e linhas vasculares para todos os pacientes, visando a segurança e a sustentabilidade financeira das clínicas (Com informações da SBN, Agência Senado e Câmara Notícias)

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Aqui você poderá fazer suas denúncias e comentários.
Se você recebeu algum comentário indevido. Utilize-se deste canal para sua defesa.
Não excluiremos os comentários aqui relacionados.
Não serão aceitos comentários com palavras de baixo calão ou denúncias infundadas. Aponte provas caso queira efetuar suas denúncias, caso contrário, seu comentário será removido.